A dor do parto – Como lidar

Dicas-para-amenizar-as-dores-na-hora-do-parto

No post A dor do parto comentamos sobre a tão temida dor do parto. Discorremos sobre as diversas razões pelas quais a sociedade em si coloca um caráter tão negativo nela.

Tivemos o encontro do Maternidade Suave nos dias seguintes e lá pudemos esmiuçar sobre o assunto e entender os porquês dessa dor ser vista como algo ruim; assim como levantar soluções para lidar com a dor do parto de uma forma mais saudável e natural.

Vou enumerar aqui os principais pontos discutidos naquele encontro afim de esclarecer às futuras mamães de que essa dor pode ser muito mais amena que vocês imaginam com a ajuda de técnicas que podem ser trabalhadas por qualquer pessoa, mas com o resultado mais efetivo, caso a parturiente tenha acesso à algumas informações primordiais e a ajuda profissional de uma doula.

Primeiramente falarei do lado emocional. Como o lado emocional pode ter um peso de ouro na percepção de dor da mulher. Desde que comecei acompanhar gestantes em trabalho de parto, tenho observado como o equilíbrio emocional da mulher tem um impacto marcante na percepção das mulheres. E o que seria a fonte deste equilíbrio emocional? A resposta à isso é um conjunto de fatores associados, uns com mais peso, outros com menos.

Um desses fatores é a relação com o parceiro. A mulher que se sente amparada, segura e confiante com o companheiro, vai para o parto muito mais tranquila. Pois ela sabe que ali ela terá um ombro amigo e um incentivador para aquele momento tão importante na vida do casal. Só que a harmonia da relação não é construída de uma hora para outra; ela é construída dia após dias no desenvolvimento da união. E o período pré-natal é uma ótima oportunidade para estreitar os laços do casal, cultivando com muito amor e compreensão. Ou seja, companheiros, apoiem suas mulheres, protejam suas mulheres e lhes dê muito amor, pois vocês as estarão ajudando e muito no processo de parir o filho de vocês.

Outro fator que tem bastante influência no emocional da mulher é saber o que ela pensa a respeito de si. Ela precisa acreditar que ela é capaz. Ela tomar a consciência de que parir é algo natural, que a humanidade está aí graças à gerações de mulheres que deram a luz antes dela e que todas passaram pela tal “dor do parto” e depois tiveram mais filhos. Se milhares de gerações de mulheres conseguiram parir, porque você mulher do século 21 que tem muito mais recursos, não conseguiria? Essa mulher do século 21 precisa desmitificar várias conceitos que até então eram considerados “verdades”, mas que na verdade só minam a coragem da mulher, e no momento de dor mais intensa do trabalho intensa vem a tona para tirar firmeza desta mulher. Daí a importância do empoderamento. De você gestante entender que o corpo é seu, o bebê é seu, e que todas as decisões sobre o seu corpo e seu bebê devem ser compartilhadas com você. Traduzindo, mulher confiante de si, mulher segura sobre suas escolhas, tende a ter  o emocional mais equilibrado, que por conseguinte a ajuda ter uma percepção mais amena da dor.

Ter confiança e vínculo com a equipe que está lhe assistindo é de extrema importância, uma vez que a falta disso pode gerar insegurança na mulher, o que acaba resultando em medo, iniciando assim o ciclo de medo-tensão-dor. Quando estamos com medo, liberamos  no organismo um hormônio chamado adrenalina que nos dá instinto de fuga. E se sentimos medo durante o trabalho de parto é esse mesmo hormônio que é liberado. O problema é que ele compete com a ocitocina nos receptores de ocitocina que tem no útero, aumentando a sensação de dor, já que gera tensão nos tecidos moles (ligamentos do útero). Por outro lado, a adrenalina é um importante hormônio na fase expulsiva do trabalho de parto que é o momento que a mulher precisa de uma energia a mais e para também o bebê nascer mais alerta e assim ter mais facilidade para aprender a mamar e encarar este novo mundo. Só que quando temos altas taxas dessa adrenalina numa fase muito anterior ao expulsivo, ela acaba que não atua de forma tão eficaz durante o expulsivo. Ou seja, o medo gerado durante o trabalho de parto pode prejudicar também a fase expulsiva do bebê.

Não podemos deixar de mencionar a influência do ambiente físico para a percepção de dor da mulher. Ambiente acolhedor, onde se leva em conta a temperatura; iluminação; ruídos sonoros (o que inclui conversas paralelas ao processo que a mulher está vivendo, e pior ainda tentar conversar com a mulher); respeitar a privacidade, de forma que a mulher se sinta protegida sem se sentir observada. O tratamento do ambiente é de suma importância, pois o objetivo daqueles que estão ali assistindo aquela mulher em trabalho de parto deveria ser sempre o de reduzir os estímulos, uma vez que tem certos momentos a mulher entra num estado de tamanho introspecção (caso todos façam o dever de casa direitinho), que se estimulada, a mulher sai deste transe e ao racionalizar o que está vivenciando acaba por aumentar a sua percepção de dor. Diante disso, se você trabalha com parto ou será um acompanhante de uma parturiente, tenha sempre em mente a questão do ambiente que a mulher está inserida e evite ao máximo qualquer tipo de estímulo (o que inclui conversar com essa mulher), principalmente quando ela chegar no momento de mais profunda entrega.

A água é um grande aliado no alívio da dor da mulher em trabalho de parto. A água em si tem um efeito terapêutico durante o TP de ajudar no processo de dilatação, sendo a água quente tem o efeito de alívio de dor, uma vez que o calor relaxa as fibras musculares e ligamentos que estão tensionados durante o TP. Tem estudos que mostram que a água pode reduzir o TP em até duas horas, reduz os hormônios do stress (que inclui cortisol e adrenalina), aumenta as contrações eficazes e acelera a liberação de endorfina (analgésico natural). Em outras palavras, água em TP é tudo de bom! Uma grande amiga das mulheres.

Massagens, óleos de efeito fitoterápico (arnica, camomila, bértula, lavanda…), homeopatia, acupuntura também ajudam demais quando bem aplicados. São ferramentas muito úteis para ajudar a mulher em TP. As doulas em geral são muito boas com as massagens.

O uso do rebozzo auxilia no alívio das tensões dos ligamentos. Uma doula bem treinada em geral sabe utilizá-lo bem. Existe várias técnicas e cada uma indicada para um momento do TP. Em particular ele age no relaxamento dos ligamentos que sustentam o útero, diminuindo assim a sensação de dor da mulher. Vale a pena utilizar essa ferramenta durante o TP.

rebozo

Movimentar-se é essencial não só para diminuir a dor, como também para ajudar na descida do bebê na pelve da mulher. Quando a mulher fica parada numa posição desconfortável, principalmente deitada, a percepção de dor parece triplicar. Logo é de extrema importância a liberdade de movimento da mulher durante o TP. Sabemos que até hoje muitos médicos obrigam mulheres ficarem deitadas durante quase todo TP, e eu só digo uma coisa, isso se chama TORTURA e SADISMO. Negar a mulher o básico que somente a possibilidade de caminhar e se posicionar da maneira mais confortável para ela naquele momento tão forte, para mim não passa de TORTURA e SADISMO. FUJA deste tipo de profissional! Qualquer mulher que já pariu sabe muito bem que forçar uma mulher numa posição desconfortável durante o TP é de extrema maldade. Tem mulheres que podem sim se sentir confortável deitada (são poucas), mas isso tem que ser de escolha dela e não de um terceiro.

posições

Respiração e visualização também são ótimas formas de aliviar a tensão trazida pela dor.

Acredito muito que a respiração seja intuitiva durante as diversas fases do TP, mas tenho observado com certa frequência que mulheres que praticaram Ioga e Pilates durante a gestação apresentaram um padrão de respiração mais fisiológico aos momentos de TP, controlando assim muito melhor os incômodos das contrações, uma vez que respirando bem, você oxigena melhor suas células trazendo maior relaxamento (sem contar que estará oxigenando melhor seu bebê também). Então, caso tenha oportunidade, invista em algum dessas duas atividades físicas durante a gestação.

A visualização seria simplesmente visualizar as etapas que lhe esperam durante o TP. Imaginar seu bebê fazendo a rotação dentro do seu útero; imaginar seu colo do útero abrindo; imaginar seus ligamentos relaxando; imaginar você em outra condição ou em outro local de forma que lhe deixe mais relaxada; imaginar o rostinho do seu filho; e por aí vai. Tentar visualizar coisas positivas que lhe traga mais otimismo nesse momento, pois com pensamentos positivos a mulher tende a aceitar melhor as dores das contrações.

Existe uma outra coisa que tenho observado também com uma certa frequência dentre as mulheres que tenho atendido. Pode parecer um pouco controverso o que vou falar, mas é o que eu vejo acontecer. Mulheres espiritualizadas, que tem uma conexão forte com o Deus da religião delas em geral tem um TP muito mais tranquilo. Não estou falando de mulheres religiosas, mas sim espiritualizadas independente da religião. Durante a minha formação como doula e de tudo que estudei a respeito do universo do parto, eu nunca li nada a respeito disso, mas tenho visto acontecer e não poderia omitir esse fato. Acredito muito que tenha ligação com a outra questão que já mencionei acima sobre o positivismo, assim também com a questão da facilidade da entrega (ponto chave de uma boa evolução do TP). Enfim, se você tem alguma espiritualidade, recomendaria desenvolvê-la durante a gestação, pois ela pode lhe ajudar e muito à enfrentar as dores durante o TP.

E por fim a presença de uma doula pode ajudá-la demais a enfrentar as dores do parto. Doula em geram são mulheres treinadas; muitas delas já tiveram seus bebês por parto normal, ou seja, sabem exatamente o que você está vivendo naquele momento; e que dão suporte físico e emocional para a mulher antes, durante e depois do TP. Ela é uma presença contínua durante o TP da mulher promovendo encorajamento e tranquilidade para mulher. Ela tenta garantir um ambiente tranquilo, acolhedor, confortável. Ela também oferece medidas de alívio de dor através de massagens, uso de rebozo, banhos, sugestão de posições, técnicas de respiração que diminuem a percepção de dor, além de orientar o melhor momento para ir para maternidade. Durante a gestação, a doula é um suporte informativo, ajudando a mulher no seu processo de empoderamento, orientando-a com literaturas do assunto, estudos, equipes que de fato são favoráveis ao parto normal, dentre outras coisas.

Na última revisão da Cochrane (2013) concluiu que “Suporte contínuo durante o trabalho de parto tem benefícios clinicamente significativos para mulheres e crianças e não tem danos. Todas as mulheres devem ter apoio durante o trabalho de parto e parto.”

O suporte contínuo durante o parto oferecido por acompanhante capacitada:

  • Aumenta as taxas de parto normal

  • Reduz a duração do TP e a necessidade de analgesia

  • Maior satisfação com a experiência de parto

  • Redução de 10% no uso de analgesia intraparto

  • Redução de 31% de insatisfação com a experiência do parto

(Hodnett, Gates, Hofmeyr, Sakala. Continous support for women during childbirth. Cochrane, 2013)

Ou seja, a doula reuni numa só pessoa várias ferramentas para alívio da dor da mulher. Ela auxilia a mulher no empoderamento; ela ajuda a mulher no aumento de sua auto-confiança; ela é um suporte emocional antes, durante e depois do parto; ela é um suporte físico durante o parto; ela transforma o ambiente para que o mesmo possa ser mais acolhedor possível; ajuda a mulher na escolha de uma posição confortável… Enfim, uma boa doula bem treinada pode ajudá-la e muito no seu processo de parir.

“Se doula fosse remédio, seria antiético não receitar.” (John H. Kennel)

Esse foi um resumo do que foi conversado no último encontro do Maternidade Suave. Espero ter ajudado as mulheres entenderem melhor como essa dor funciona dentro do corpo de uma mulher em TP e as formas de vencer essa dor.

Se você gostou, venha para o próximo encontro!

 

 

 

 

A dor do parto

Dor do parto.
Muito se fala no senso comum sobre a dor do parto. Ela é temida por muitos, mas poucos de fato já a vivenciaram e mesmo assim habita no imaginário popular como sendo algo tenebroso, um “castigo de Deus” para as mulheres.
Mas será que ela precisa ser assim?
O que seria essa tão “temível” dor do parto, onde alguns chegam a comparar “como a quebra de 20 ossos”?
Será? Porque tantos têm medo desta dor desconhecida pela maioria dos que falam dela?
Será que existem fatores que fazem ela ter uma percepção maior para uma pessoa em relação à outra?
E a assistência do parto? Será que ela está relacionada com essa percepção de dor?

Como lidar com a tão “mal-falada” dor do parto?
Que métodos você pode utilizar para amenizá-la?
Será que dá para parir sem dor? Parto com prazer, é possível?
Porque tem mulheres que tem uma experiência tão mais tranquila que outras em relação à dor do parto?
Quer resposta para essa e outras questões em relação à dor do parto?

Quer desmitificar algumas “verdades” que dizem a respeito desta dor?
O medo desta dor, de onde vem?
Acaba que muitas mulheres se intimidam em buscar o seu parto normal, devido à esse pavor que habita no imaginário coletivo. Será que precisa ser assim?

Amanhã falaremos deste tema no encontro do Maternidade Suave. E você pode acessar ao evento do facebook aqui.

Depois voltarei aqui para dar a resposta a todas essas perguntas.
E lembre-se, o parto não precisa ser sofrimento!

Relato de parto da Nathália

[Relato escrito em 08/03/2015]

Hoje, dia 8 de março, dia Internacional da Mulher, bem conveniente dar o meu relato de parto e, com ele, homenagear todas as mulheres, que passei a admirar e amar muito mais após o dia em que me tornei mãe.

Há exatos 2 meses, pude experiênciar todo o poder e a força que TODAS nós, mulheres temos dentro de nós, adormecida, apenas aguardando para ser despertada. Estávamos com 38 semanas + 5 dias e eu realmente acreditava que Maria Clara só viria com 40, 41 ou até 42 semanas. Era uma estratégia para conter a ansiedade, a minha, mas especialmente a dos outros. Uma das muitas táticas de quando se rema contra a maré e se opta por ser protagonista do seu parto, e da sua vida. Esperar o bebê mostrar que está pronto para nascer, respeitar toda a fisiologia do corpo, acreditar na natureza. Decidir por um parto natural humanizado requer coragem sim, para ir contra tudo e todos, para lidar com as críticas, recomendações, palpites e recriminações alheias, para desistir da sua GO fofa que já fez a cesária de várias amigas e ir para o outro lado da cidade atrás da GO que de fato acredita no potencial de toda mulher que quer parir.

Logo eu, tão prática!!!! Sentia dentro de mim de forma arrebatadora (não tinha como negar ou fugir, pensamentos constantes, sonhos a noite) que este era o nosso caminho, já devia ser o tal “instinto materno” me dizendo que devia optar por mais segurança e saúde para o meu bebê e não para o que fosse mais fácil e conveniente para mim. A etapa seguinte era  convencer o marido, que junto com o “senso comum” acreditava que cesária era mais seguro, mas o remédio para isso é simples, só exige vontade: informação!!!! E então ele mesmo começou a pesquisar, e rapidinho se convenceu: “Vamos nessa juntos!” Pronto, era apenas o que eu precisa, do apoio DELE, do pai da minha filha, agora temos toda a força para encarar o mundo! E assim chegamos até o dia 8 de janeiro de 2015.

Fui para minha yoga de manhã, mesmo sentindo uma leve cólica desde o dia anterior, a recomendação era “vida normal, se movimente que isso ajuda a dilatar o colo do útero”. Até me empolguei mais do que o normal na aula, dei umas forçadinhas. No final senti uma cólica mais forte que logo passou. Fomos a consulta com a futura pediatra as 13 hs para decidirmos com ela, o que era procedimento desnecessário, apenas incômodo e agressivo, para não ser realizado na Maria Clara logo que nascesse e colocar isso em nosso plano de parto. Tudo acertado, fui para casa e logo depois de tomar banho e sentir uma cólica mais forte “em onda”, minha bolsa rompeu!!!! Muita emoção, liguei pro papai “volta pra casa” e para minha mãe, chorando, super emocionada, sabia que ela estava pronta e em breve estaria conosco. As contrações se iniciaram imediatamente, comecei a marcar com o aplicativo e já vinham de 5 em 5 minutos e duravam 40 a 60 segundos. Não realizei na hora que isso já indicava um trabalho de parto de fato, estava tão emocionada e envolvida com o sentimento, mas já estava em contato com minha linda doula Aline Barreto e com minha médica Ana Fialho. As contrações vinham e eu achava graça, gravei vídeo toda feliz kkkkkkk, marido chegou em casa, ficamos curtindo, ouvindo músicas. Quando a doula chegou descemos para caminhar pela rua com nossa cachorrinha, e durante uns 30 minutos, senti as contrações se intensificando, subimos, e fui para o chuveiro, agora era a prova: água quentinha nas costas, se aliviasse significava que o trabalho de parto estava apenas engrenando…………mas…………piorou…….. muito, perdeu a graça sabe!?! Não tinha posição, ainda fiquei uns 40 minutos ouvindo as minhas músicas escolhidas para o parto, a luz de velas e deixando a água cair, afinal estava há apenas 2 minutos da maternidade. Só que não kkkkkk, neste momento me contaram que minha médica estava em um emergência do outro lado da cidade, e que deveríamos ir para lá, ou ela encaminharia outra equipe para a maternidade próxima. Olha, “falando” agora essa seria a pior notícia do mundo, mas na hora, juro, não me desesperei, já estava em um estado meio meditativo, onde não haviam muitos pensamentos apenas ações e sensações. Os 40 minutos dentro do carro em trabalho de parto bombante não são mesmo nada legais, me concentrei no meu mantra budista NAM MIO HO REN GUE KYO, poderoso!!! Me manteve alerta e calma, até dava palpites no melhor caminho a fazer kkkkk, mas chegando bem perto da maternidade senti “a tal” vontade de fazer força……..mas já?…… pensei…….achei que demoraria muito mais pra chegar neste “gran finale”. Minha bolsa estorou as 16 hs, isso era 21:40 da noite, 10 cm de dilatação em 5:40hs? entrei hospital a dentro em cena de filme, “SOCORRO, ESTOU PARINDO”, eles, queriam meu CPF, até parece né!!! Fomos entrando, do elevador para sala de parto em 1 minuto, sem nem ter dado entrada oficialmente kkkkkkkk.

O período expulsivo sim foi looooooongo, exaustivo, me fez sentir de fato A DOR, a dor da VIDA, a dor que nos faz mulheres tão poderosas e empoderadas de nós mesmas. A contração passa e você continua ali, VIVA, mesmo achando que vai partir ao meio, querendo trazer seu filho para o mundo, querendo dar A LUZ a ele.

Todo a gratidão ao maravilhoso companheiro da minha vida Tiago, que se manteve firme, vendo todo aquele esforço e dor no meu rosto, empoderado sobre todo o processo, me incentivando, me fazendo lembrar o quanto queríamos que fosse assim, que seria bom para ela, que ela nasceria mais forte!

Me movimentava de todas as formas, bebia água e isotônico, queria sempre voltar para a banqueta e ficar de cócoras, sentia que ela nasceria naquela posição. Constantemente a médica conferia os batimentos cardíacos da bebê durante as contrações, e cheguei a achar que havia algo errado, estava demorando……o expulsivo costuma ser mais rápido……….já havia 1 hora e meia que estava ali. O tempo………não me assustava, estava mesmo muito confiante e não sentia vontade de desistir. Estava na partolândia, pensava pouco, mas observava tudo, sentia tudo, não interagia com ninguém mas estava alerta ao meu redor. A dor me impressionava, mas me impressionava ainda mais a capacidade de suporta-la e continuar em frente, era tudo muito intenso! Mas meu corpo estava fraco, meus braços e pernas tremiam, queria deitar um pouco, e comecei a pedir ajuda a equipe, não estava aguentando mais……… Foi ai que soube que quando eu deitava os batimentos dela caiam, ou seja não rolava de deitar. E que ela já estava há muito tempo no mesmo lugar, sem descer, que podíamos ajuda-la com um vácuo extrator, ou eu poderia tomar uma analgesia. Na hora só pensei e falei que queria o que fosse mais rápido, queria mesmo acabar logo com aquilo tudo e descansar.

Na contração seguinte, minha médica posicionou o vácuo na cabecinha dela que já estava bem baixa, e puxou. Senti o círculo de fogo, ela coroou, agora era comigo, “Vamos nascer, filha, me ajuda!!!”, eu falava para ela! Ainda se passaram 3 contrações para eu ve-la, não senti ela saindo, a sensação na hora era apenas de alívio, a emoção veio com o choro compulsivo do papai ao meu lado. Chorou antes e mais do que Maria Clara!!!! Eu senti o seu corpo, juntinho do meu e era a textura mais macia e maravilhosa que já senti na vida. O cheiro do vérnix, que a encobria, o cheiro dos deuses, nada igual!!!! Nada de dor, apenas plenitude, gratidão ao universo!!!!

O cordão parou de pulsar, papai teve seu momento de protagonista, cortando-o, me levantei (sério!! Nem acredito) e fui deitar para ela mamar. Tudo incrível e perfeito, melhor do que poderia ter sonhado ou pedido. Maria Clara nasceu as 23:52 hs, cercada de amor, proteção e respeito. E nós, é claro, nascemos juntos. Sem dúvida uma experiência que me transformou para melhor e para sempre!

A energia do feminino era palpável naquela sala de parto, pediatra, obstetra, doula, minha madrinha médica, era possível sentir a força de todas as mulheres do mundo com você! Somos muito capazes, poderosas, fortes!!! Nos falta solidariedade às outras mulheres, sempre julgamos, condenamos, ficamos ao lado dos homens, somos, muitas vezes machistas!

Temos que nos unir mais, pois juntas podemos sim mudar o mundo, não há força maior do que a força de uma mulher, de uma mãe, podemos tudo!!!! Este relato não é diminuir qualquer outra mulher que não passou por esta experiência, não acho ninguém menos mãe por não ter optado por um parto assim, por sinal, as mães que mais tem minha admiração são aquelas que nunca geraram ou pariram, são as mães do coração.

Acredito e luto para que possamos optar pelo parto que desejamos, baseadas em informação real, com consentimento livre e esclarecido sobre qualquer intervenção médica que seja feita ao nosso corpo, e a partir disso tomarmos nossas decisões, sem sermos enganadas e termos nosso direito de escolha roubado de nós.

Feliz dia das Mulheres!!!

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Eu voltei!

Olá Pessoal!

Muito tempo não escrevo no meu querido blog e eu queria explicar o porquê disso. Esse ano foi um ano de muitas mudanças em minha vida pessoal e profissional que acabaram por me afastar do blog; e vou contar um pouquinho do que aconteceu.

Para quem me acompanha sabe que eu era (sim, eu era) engenheira e trabalhava formalmente numa empresa privada do ramo de Telecomunicações no momento em que me descobri doula. Fiz meu curso de doula em Junho de 2013, e tive meu primeiro atendimento como doula particular em agosto deste mesmo ano. E desde então, fiz curso de educadora perinatal, de consultora de amamentação, montei o grupo de apoio à gestantes e fui cada vez mergulhando neste mundo mágico do parto, gestação e puerpério. Fui levando juntamente com minha atividade de engenheira, até que um dia…

… Até que um dia não deu mais para sustentar dois mundos tão distintos. Minha carreira antiga foi perdendo o sentido mesmo trabalhando entre pessoas incríveis e fazendo uma atividade bem interessante. Então, finalmente, em setembro de 2014 resolvi pedir demissão e me dedicar somente à minha família e à doulagem.  E não parei por aí. No início de 2015 comecei a faculdade de enfermagem, além de manter minhas outras atividades.

E diante de tantas mudanças de projetos de vida; adaptações; novos aprendizados; acabou que não consegui mais me dedicar ao blog. E isso sem falar nas mudanças pessoais e ideológicas que estão moldando essa Aline que vive em constante desconstrução/construção. Dentro deste movimento de mulheres tenho aprendido bastante sobre o feminismo e relevância dele na busca das mulheres por seus partos respeitosos.

Enfim… este post é justamente para dizer que estou de volta e com a corda toda! Muitas idéias a vista, novos projetos, novos sonhos e com muito mais aprendizado na bagagem.

Não deixe de nos acompanhar que 2016 virei com tudo!!!

Parto Idealizado x Parto Real

O tema do encontro da semana passada do GAPP Maternidade Suave foi Parto Idealizado x Parto Real. Foi um tema tão bacana e a discussão tão rica que resolvi dividir com as leitoras do blog também.

Essa é uma questão que pode gerar pontos de frustração para a mulher que não se prepara para imprevisibilidade do parto, pois nem tudo pode ser planejado (ou melhor, muito pouco pode ser planejado).

Para começar, quando você gestante começa a pesquisar sobre parto na internet, chove dúzias de vídeos caseiros ou não de partos lindos, perfumados e cheios de amor. Não que isso não exista no parto, mas temos que lembrar que boa parte desses vídeos são editados, e as partes menos “poéticas” por vezes  não aparecem. E eu acho importante que a mulher conheça essa outra parte também. A mulher precisa saber que durante o trabalho de parto, por vezes, também tem cocô, xixi, gases, muco, suor, sangue, choro, grito, palavrões, beliscões e assim vai. É claro que é um evento totalmente envolvido de amor, mas que também tem esse lado mais animal. E mesmo sendo animal, não quer dizer que é feio. É humano. É visceral. É vida. E isso também tem toda uma beleza que os olhos mais sinceros conseguem enxergar.

Outra questão que pode entrar em conflito com a idealização do parto é o planejamento. Quando a mulher escolhe deixar a natureza agir, muitos passos podem não ser planejados. Não dá para saber a data exata que o bebê vai nascer, não dá para ter certeza se seu companheiro estará ao seu lado quando tudo começar, muito menos dá para saber quanto tempo seu trabalho de parto vai durar. Sempre ouvimos que para as mulheres mais controladoras, parir naturalmente é algo que angustia, já que não dá, em teoria, para ter o controle da situação. Mas neste encontro eu ouvi de uma gestante algo bem pertinente. Ela se considera uma pessoa bem controladora e quando ela buscou uma equipe que a respeitasse e respeitasse o tempo de nascer do seu filho, na verdade ela estava em busca do controle do seu parto, pois ela não queria delegar este evento tão importante da vida dela na mão de outra pessoa. Não seria o médico a decidir o momento do nascimento do seu filho, e sim o filho dela e ela. E isso através do seus corpos que irão trabalhar conjuntamente para que isso aconteça. E para mim tal afirmação faz todo o sentido. Ou seja, mesmo que aparentemente não dê para controlar quando acontecerá o parto, saiba que você mulher que estará no controle. Sei que este argumento pode servir de alívio para alguns casais mais planejados.

Uma outra coisa pensada por mim em relação a idealização do parto é a questão da dor. Nenhuma mulher quer sentir muita dor e pelos vídeos editados que vemos na internet parece mesmo que a dor não é tão grande assim. Saiba que a dor é bem grande sim, dói muito mesmo e talvez seja a dor mais intensa que você já sentiu em toda sua vida. No entanto, todos sabemos que a dor é relativa de pessoa para pessoa. Não dá para generalizar. Não queira tirar o exemplo da sua vizinha como a realidade que acontecerá com você, tanto positivamente, quando negativamente. Isso não dá certo. A sua experiência com a dor é sua e única e também poderá ser bem diferente de um filho para outro. E outra coisa que gosto de destacar que essa dor mais intensa, aparece em geral no fim do trabalho de parto e existe intervalos entre as contrações que é o momento de respirar e se preparar para a próxima contração. Enfim…Você, gestante, precisa saber que a dor pode ser forte sim, mas que você é maior que ela e que você vai vencer essa dor. Não tenha dúvidas disso.

Outro ponto importante que gostaria de falar é sobre o tempo de trabalho de parto. Tenham em mente que trabalhos de parto podem durar mais de 12 horas (isso sem considerar os pródromos) e algumas vezes mais do que 24 horas (ainda mais sendo o primeiro filho). Isso é mais normal de acontecer para a mulher urbana (digo mulher urbana, pois entre as mulheres do campo o tempo tende a ser bem menor, já que elas idealizam muito menos esse evento). Tenham em mente que se nascer antes disso é lucro (apesar que na hora mesmo você nem vai lembrar de nada disso, mas é bom seu companheiro estar ciente disso para que na hora ele fique mais tranquilo, caso ele ache que está demorando muito). Mas existem trabalhos de parto super rápidos também, tipo 3 a 4 horas. O importante é você não se prender muito na questão do tempo e não colocar isso como um fator estressante para seu trabalho de parto.

Para muitas o uso de algumas intervenções pode ser frustrante também. A maioria das mulheres imagina um parto liso, o mais natural possível, e quando alguma intercorrência acontece, isso pode ser frustrante para mulher. É sabido que quanto mais se respeitar a fisiologia do parto, quanto mais amistoso for o ambiente do parto, quanto menos personagens tiver na cena do parto, mais chances de um parto sem intervenções. Mas intervenções existem e algumas vezes ela pode salvar o seu parto, quando bem aplicada. Para mulheres com suspeitas de pré-eclampsia, por exemplo, a possibilidade de fármacos para indução de parto, lhes proporciona chances de um parto seguro. Já vi KIWI sendo muito bem aplicado, ajudando muito a mulher no expulsivo. Já analgesias salvando partos. Mas estejam certas que na grande maioria dos casos, nada disso é preciso, mas pode ser necessário.

Além disso, existem trabalhos de parto que não terminam em parto. Você pode ter se preparado bastante para o parto, ter feito Ioga, ido aos grupos de apoio, escolhido uma equipe realmente alinhada com a humanização do parto, se empoderado, mas no fim tudo terminar em cesárea. Você pode ter feito tudo certinho, mas no fim, por algum problema seu ou do bebê, a cesariana pode ser escolhida como melhor opção. Sei que para quem se preparou tanto, isso pode ser muito frustrante, mas tente encarar de outra forma.  Se você estiver realmente acompanha por uma equipe que segue as evidências científicas e mesmo assim seu parto terminar em cesárea, agradeça a Deus pela cesárea existir, pois ela pode ter salvo a sua vida e a do seu filho. Pense nisso e siga em frente. Existem tantas outras questões envolvidas no pós-parto tão importantes ou mais que o parto em si, como a amamentação, por exemplo, que também não é nada fácil. E se você tem dúvidas se a sua equipe realmente estava alinhado com as evidências científicas e se sua cesária era realmente necessária, eu sugiro que você busque as respostas sim, mas no tempo correto.

Ainda tem situações muito mais sensíveis que podem acontecer durante o parto. Seu bebê, pode por exemplo nascer com alguma dificuldade que inspire cuidados mais específicos, a até mesmo a necessidade de UTI neo-natal. Claro que para partos respeitosos, isso tipo de coisa é mais difícil de acontecer, e também não gostamos muito de pensar sobre essas coisas, mas isso pode acontecer sim. Devemos sempre ser positivas e acreditar que tudo dará certo, e na maioria dos casos dá certo mesmo, mas não podemos esquecer que a vida é imprevisível e tudo pode acontecer.

Como já disse antes, o puerpério pode ser um momento de muitas dificuldades, pois é adaptação sua com seu bebê, mudança da rotina da casa, amamentação… E se você colocar a culpa por não ter escolhido uma outra equipe, ou a tristeza pela equipe em questão ter te decepcionado, ou qualquer outro sentimento negativo, isso pode dificultar ainda mais a sua adaptação com seu bebê. São muitos sentimentos trabalhados ao mesmo tempo. Neste primeiro momento foque principalmente na sua relação com seu bebê. Depois que essa relação estiver bem estabelecida, vá atrás da sua cura que também será importante para qualidade desta relação.

Bem, espero ter ajudado algumas mulheres a entender este momento tão mágico e especial da vida delas, que mesmo não sendo o “ideal”, é o perfeito para aquela mulher e seu bebê, pois é único. Uma vez que ninguém, nunca, vai viver essa experiência da mesma forma que você, pois ela pertence somente a ti e a sua família que agora estará maior e com muito mais amor também.

Bom Parto!

Atualizado em 19/03/2016

 

Chegou o momento de frear…

Finalmente estou aqui de volta para escrever no meu blog querido que estava abandonado devido à minha antiga agenda de vida que não me dava uma trégua.

Parando para pensar, não sei como conseguia conciliar tantas coisas no meu dia-a-dia: Filha, marido, mil compromissos familiares, sobrinhos, vida social agitada com amigos, Embratel, Doulagens, Grupo de apoio, blog, facebook, doces…

Enfim mil e uma atividades que não me davam tempo de respirar. Só que quem já me conhece sabe que eu realmente sou ligada no 220 v e se tem algum horário do meu dia vago eu acabo por preenchê-lo.

No entanto, isso vinha me cansando. Cansando muito. E ao conversar sobre a minha rotina e a rotina de uma amiga querida, vi o quanto acelerada eu estava e que isso poderia estar fazendo mal também para minha filhota. Então resolvi dar um freada. E o primeiro passo foi pedindo demissão do emprego que não fazia mais sentido na minha vida. Eu gostava do ambiente de trabalho, adorava meus colegas e minha chefe, mas não conseguia mais enxergar um sentido naquela minha rotina diária que era super exaustiva e me afastava da minha princesa por mais de 12 horas diárias.

Eu precisava começar por ali. E calhou de a pessoa que cuidava da minha filha (minha querida tia) não poder mais olhá-la; e essa foi a ajuda do destino para me dar a última gotinha de coragem para tomar essa decisão.

E assim foi, pedi demissão e finalmente a Engenheira agora passou a ser Doula em tempo integral.

Ops… Não integral, pois a mulher combina várias outras mil funções tão importantes ou mais que a atividade profissional.

Mas sentia que precisava também de outros freios em minha vida. Precisava evitar os programas sociais que costumava aceitar, mas que bagunçavam totalmente a rotina da Maria Elisa, pois muitas vezes eram noturnos. Precisava ficar mais dedicada à ela ao invés das redes sociais. Precisava brincar mais, pular mais, dançar mais. Ter momentos só meu e dela.

Sempre pratiquei Criação com Apego aqui em casa, mas sentia que faltava tempo de contato e isso me angustiava demais. Eu levava Maria Elisa para todos os eventos comigo, e achava que ali estava tendo tempo com ela, mas na verdade não. Pois a criança precisa de um tempo especial, um tempo só dela com sua mãe/pai. Quando eu estava com ela em outros eventos, com outras pessoas, na verdade eu estava me dividindo entre ela e as outras pessoas. E eu que sempre fui muito sociável, nunca gostei de rejeitar nenhum convite de amigos e familiares queridos. Mas agora, quanto mais tempo eu passo com minha filha, mais vejo a necessidade desse tempo dedicado à nós duas e menos vontade tenho de estar em eventos que me tirem de casa (aliás, tô adorando ficar em casa!!!). Parece que estamos tentando compensar o “tempo perdido”.

Só sei que agora finalmente, posso acordar ao lado da minha filha sem deixá-la chorando para ir trabalhar (ela fazia isso quase todos os dias que acordava antes de eu sair de casa por dois anos). Agora sou eu que a deixo na escolinha com o coração na mão (inclusive a adaptação dela foi super boa na escola) e quando vou buscá-la, ela vem com todo amor e carinho correndo, gritando “Mamãe” para me abraçar. Passamos a tarde juntas brincando, conversando, discutindo, educando, cozinhando, indo ao parquinho, nos conhecendo mutuamente e aprendendo cada uma com a outra sobre essa linda e trabalhosa relação mãe e filha. Agora sim, posso dizer que estou vivendo uma “Maternidade Suave”.

Além disso tenho mais tempo para me dedicar ao assunto que mais amo! Quem me conhece já sabe do que estou falando 🙂 Agora consigo estudar cada vez mais sobre parto, gestação, puerpério e criação de filhos. Além das doulagens… que é onde eu encontro um verdadeiro sentido de existir! É um prazer incomensurável estar ao lado de bravas mulheres num momento tão único na vida delas e saber que de alguma forma eu pude ajudá-las. Isso realmente não tem preço!

Estou realmente muito grata a Deus por estar vivendo essa nova fase. Agradeço à Deus todos os dias por esse meu atual momento…

Acho que esse é o primeiro post pessoal que posto aqui. Mas quis dividir isso com quem me acompanha para dizer que agora nessa nova fase terei mais tempo de postar aqui no meu bloguinho. Agora vocês verão cada vez mais novos posts meus. Muito feliz por isso também!

E também gostaria de deixar uma pergunta no coração e mente das mães que leem o meu blog. Você sabe quando é o momento de por o pé no freio e reformular toda uma rotina de vida?!

Esse foi o meu momento de frear.

E o seu? Já pensou nisso?!

Beijos!

 

 

Grupo de Apoio à Gestantes

É com imensa alegria que venho comunicar que inaugurei junto com duas amigas um grupo de apoio à gestantes aqui no Rio de Janeiro no bairro da Barra da Tijuca.

Desde que comecei a me ver como uma ativista do parto normal, crescia dentro de mim este sonho. E por causa deste desejo que resolvi fazer o curso de Educadora Perinatal.

Fiz o curso em Novembro de 2013, mas precisava achar parceiras com o mesmo entusiasmo e o mesmo ponto de vista. Foi então que re-encontrei as queridas doulas Helena Fialho e Soraya Lares para dividir este sonho comigo.

Nós nos conhecemos no curso de doulas que fizemos juntas em Junho de 2013 e lá mesmo rolou um bom entrosamento entre nós. Mantivemos contato desde o fim do curso, especialmente depois da criação de um grupo no facebook composto de doulas onde apoiamos umas as outras nos desafio diários da doulagem.

A Helena é psicóloga, formada pela Universidade Federal Fluminense há 7 anos, especialista em saúde da família e concluindo mestrado em saúde pública, cujo tema são os movimentos de humanização do parto. Em Jun/2013 fez o curso de Doula pelo (no Rio de Janeiro em parceria com o Núcleo Carioca de Doula) e em Jan/2014 Curso Avançado de Doulas pelo Núcleo Carioca de Doulas. Servidora pública no Instituto Nacional de Câncer e psicóloga do Grupo Aninhar, que atende pessoas com difíceis questões no processo de gestar, que inclui pessoas com dificuldades em engravidar e mulheres com depressão pós-parto, dentre outras questões.

A Soraya é formada em Educação Física há 10 anos, desenvolve trabalho com gestante há 8 anos (exercícios físicos, drenagem e shantala). Em Jun/2013 fez o curso de Doula pelo GAMA (no Rio de Janeiro em parceria com o Núcleo Carioca de Doula). Em Jan/2014 Curso Avançado de Doula pelo Núcleo Carioca de Doula. Criadora do Em 9 meses (Programa de Exercícios na Gravidez e Pós-parto – 2011).

Eu, assim como as meninas, fiz em Junho/2013 o curso de Doulas pelo GAMA (no Rio de Janeiro em parceria com o Núcleo Carioca de Doula). Em novembro de 2013 fiz o curso de Educadora Perinatal também pelo GAMA (no Rio de Janeiro em parceria com o Núcleo Carioca de Doula). E agora em março de 2014 fiz o curso de Consultoria em amamentação pelo GAMA em São Paulo.

Todas nós atuamos como doulas desde o curso que fizemos ano passado.

Agora voltando a falar do encontro, o primeiro encontro do grupo foi no dia 08 de Fevereio de 2014, onde discutimos as vantagens do parto normal. E já neste primeiro encontro tivemos um lindo relato de parto que emocionou à todos. Tivemos outro encontro no dia 22 de fevereiro, cujo o tema foi “Parir no Rio”, onde discutimos sobre o sistema obstétrico vigente  e as opções de parir no Rio de Janeiro. Depois destes encontros tivemos o Carnaval e retornamos no dia 15 de março, onde traríamos o tema “Suporte familiar”, no entanto, tivemos um contratempo com a vinda de um convidado especial que nos traria sua experiência de suporte à esposa durante a gestação e parto da mesma. E então resolvemos passar o filme O Renascimento do parto (quem não conhece clica aqui).

O grupo ainda está pequeno, mas o amor das coordenadoras é grande, e independente do tamanho o entusiamo é o mesmo, pois acreditamos muito neste trabalho de formiguinha.

Os encontros são gratuitos e acontecem quinzenalmente.

Se você tem vontade de conhecer um grupo de apoio à gestantes que passe informação de qualidade e sempre com muito amor e delicadez, venha nos visitar!

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